O título dessa postagem é um dizer clássico no mundo da fotografia. Foi com essa frase autografada que recebi de presente uma foto de um grande fotógrafo que admiro. É também esse o termo que algumas pessoas utilizam para consolo durante o velório de fotógrafos ou em papos filosóficos de mesa de bar. O certo é que por mais desconhecido que seja, o fotógrafo deixa suas fotos... em um perfil de rede social ou em negativos numa caixa de se sapatos.
Um exemplo é o caso de Voltaire Fraga, fotógrafo que faleceu em 2006 e cujas imagens , que ficaram em negativos dentro de envelopes, rendem nesse momento uma exposição no Palacete das Artes, em Salvador. Pouco conhecido em vida, deixou registros de uma cidade que teima em se render ao canto da sereia da modernidade e cuja descrição ainda assemelha-se em muitos pontos à relatada por Maria Graham em 1821 no seu Diário de uma viagem ao Brasil.
"O tempo passa, mas as fotos ficam" é como um melô da fotografia. Pensando nisso e em questões como o efêmero, a transformação, memória e coisas outras, cheguei a essa brincadeira:
POR LENDA, AOS 18, CONHECI PÓ DE FOCO, ZÊMULA E FOCOL.
HOJE, POR HISTÓRIA, OS DE 18 CONHECEM TRI-X, AMPLIADOR E DEKTOL.
AMANHÃ, CONHECERÃO OS DE 18 MEGAPIXEL, HDR E WORKFLOW?
